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1960 - A Máquina do Tempo

1960 - A Máquina do Tempo

 

Esse filme, de 1960, é uma adaptação do livro homônimo de H.G.Wells de 1895, que popularizou o conceito de “time travel” (viagem no tempo) usando um veículo que permite escolher e direcionar o destino no tempo.

No início do século XX, Hermann Minkowski escreveu um artigo consolidando o papel do tempo como a quarta dimensão do contínuo tempo-espaço (spacetime). Da mesma forma que nos movimentamos nas três dimensões do espaço (largura, comprimento e altura – eixos x, y, z), deseja-se também poder navegar na quarta (o tempo – passado, presente, futuro), como imaginado e apreentado no filme.

O termo “time machine” (máquina do tempo), cunhado por Wells, é usado universalmente para se referir a esse tipo de veículo ou dispositivo. Depois disso, produções como La Jetée (filme, 1962), Doctor Who (série, 1963), O Túnel do Tempo (série, 1966), Star Trek (série, 1966), Planeta dos Macacos (filme, 1968), O Exterminador do Futuro (filme, 1984), Back to the Future (filme, 1985), Twelve Monkeys (filme, 1995, baseado em La Jetée), Stargate (série, 1997), Timecrimes (filme, 2007) e diversas outras começaram a popular o cinema e literatura utilizando-se do conceito ou do tema “viagem no tempo”. Destaque para Primer (filme, 2004) que foca especialmente nas possiblidades e consequências de se viajar no tempo e Interestellar (filme, 2014) e Arrival (filme, 2016), que extrapolam o conceito linear do tempo, explorando o tempo circular e entrelaçado.

Os questionamentos apresentados em Time Machine vão além do conceito do tempo-- o filme aborda uma das questões mais recorrentes referentes à introdução da tecnologia na sociedade – a sua relação com o sentido da vida (ou falta dele). Conforme o personagem navega no tempo, várias reflexões tecnológicas e seus impactos são apresentados. O final é espetacular! Assisti esse filme quando era menina ainda, e ainda hoje penso sobre a última cena: “qual livro você levaria para o futuro para resolver os problemas da humanidade”?

O filme teve uma nova versão em 2002, dirigida pelo neto de H.G.Wells. Apesar de trazer algumas variações interessantes sobre o uso da tecnologia em alguns tempos, não apresenta a mesma qualidade que a versão original, além de ter suprimido o que, para mim, era a principal reflexão: a última cena, sobre que livro levar para o futuro ;-)

 

 


 

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