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1999 - Matrix

1999 - Matrix

 

Matrix é um marco, tanto em termos de conteúdo, quanto de técnicas e coreografias cinematográficas. Lançado no cinema como uma trilogia (The Matrix, 1999 / Matrix Reloaded e Matrix Revolutions, 2003), a reflexão central é a possibilidade de vivermos dentro de um universo computacionalmente simulado (questionamentos similares são levantados também nos filmes em Man In Black [https://www.youtube.com/watch?v=kL3SGR85ymY] e O 13o Andar) e a disputa homem x máquina (como em O Exterminador do Futuro).

Entre as diversas referências que o filme faz a outras obras (como, Alice no País das Maravilhas, por exemplo), destaco Simulacros e Simulação (livro, 1981) do filósofo francês Jean Baudrillard -- no filme de 1999, o personagem Neo esconde dinheiro e cópias de arquivos de computador dentro de um exemplar do livro, que defende que a proliferação de imagens na sociedade está substituindo toda a realidade e significado por símbolos e signos, e que a experiência humana é uma simulação da realidade. Simulacros são cópias que representam coisas que nunca existiram ou que não existem mais na realidade. Simulação é a imitação de algo ou processo existente no mundo.

Essa discussão, que permeia os três filmes na virada do século, torna-se cada vez mais atual. Hoje, ao mesmo tempo em que intensa digitalização social permite aprofundar e diversificar a comunicação e conhecimento, por outro lado, ela favorece também o fenômeno de geração de simulacros e simulações descrito por Braudillard. Assim, o distanciamento entre as coisas reais e a sua representação (simulacro) e a facilidade de imitação (simulação) que a tecnologia proporciona têm se ampliado a tal ponto, que podemos sugerir que isso impulsione processos de alienação.

 

 


 

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