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2000 - O 6o Dia

2000 - O 6o Dia

 

Tal como em Gattaca (1997), o tema central aqui é a manipulação genética humana, no entanto, enquanto no primeiro, o foco era na programação genética, aqui é na clonagem humana. Assim como em Gattaca, o nome do filme já anuncia a sua discussão principal, já que, segundo a Bíblia, o 6o dia é aquele em que Deus criou o homem.

Acredito que a reflexão interessante levantada por esse filme é o que eu chamo de “a consciência da cópia” – o clone pensa que ele é o original. Da mesma forma que em O 13o Andar e em Westworld, a criatura não tem ciência da sua real situação, o mesmo acontece aqui. Essa questão tende a ser cada vez mais relevante.

As tecnologias digitais aliadas à nanotecnologia e engenharia genética têm o potencial de ampliar a capacidade de digitalização para qualquer tipo de vida e, nesse sentido, a replicabilidade do ser passa a não ter mais limites, indo além da clonagem. Discussões envolvendo a ciência e consciência dos seres (naturais ou artificiais), e distinção entre natural e artificial, individual X coletivo, individual & coletivo, tornam-se cada vez mais essenciais para a nossa sobrevivência, lucidez e convívio social.

Outras obras que abordam essa questão da transferência de consciência são Transcendence (filme, 2014), Black Mirror/3/San Junipero (série, 2016), The 100 (série, 2014) e Travelers (série, 2016).

 

 


 

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