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2011 - Sem Limites

2011 - Sem Limites

 

Sem Limites aborda um dos temas mais fascinantes da humanidade: o cérebro humano e suas potencialidades. O neurocientista Norman Weinberger diz que “compreender o cérebro nos permitirá entender o que verdadeiramente nos torna humanos”. (http://www.livescience.com/4583-greatest-mysteries-brain-work.html).

O corpo humano, incluindo o cérebro, é uma máquina extraordinária que se reconfigura conforme as suas necessidades – isso acontece tanto de forma involuntária quanto intencional.

De forma voluntária, por exemplo, podemos fortalecer nossos braços fazendo exercícios físicos, modificando os nossos músculos para podermos usá-los de modo mais eficiente. Por outro lado, durante o processo de evolução, o nosso corpo tem se ajustado sem a nossa interferência voluntária, como, por exemplo, o tamanho do cérebro, cor da pele (pessoas que moram em lugares com menos sol são mais claras, menos necessidade de proteção), altura, etc. Algumas especulações preveem que nas gerações futuras, os dedos mindinhos do pé e os dentes do siso tenderão a desaparecer, pois não os utilizamos mais. Dessa forma, temos a capacidade de programar e alterar algumas partes do nosso organismo, mas não temos poder sobre outras.

Um dos principais sonhos humanos, que está se estruturando por meio da engenharia genética, é conseguir entender, programar e expandir as nossas habilidades, facilitando as configurações do que já conseguíamos fazer com esforço (como exercícios físicos, dietas, bronzeamento, etc.), e acessando as que não tínhamos controle, como o cérebro, cor da pele, envelhecimento, entre outras. Dentre todas as possibilidades de otimização funcional, o cérebro, nosso controle-central, é a meta mor, e essa é a temática desse filme, Limitless.

A crença de que usamos apenas uma pequena parte do nosso cérebro é um mito, pois, na realidade, as pessoas já usam o todo o cérebro (comprovado por scans cerebrais). O que não conseguimos ainda usar e controlar deliberadamente é o acesso às nossas memórias no hipocampo, e esse é o verdadeiro caminho para ampliar a nossa capacidade cerebral. Estudos recentes da neurociência têm focado em drogas que melhorem a criação e acesso às memórias cerebrais, e essas drogas têm o potencial de criar efeitos similares aos do filme.

Posteriormente, em 2014, o filme Lucy foi lançado com a mesma temática discutindo o poder do cérebro, e provavelmente veremos cada vez reflexões sobre o assunto, conforme a ciência avança nessa direção.

 

 


 

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