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2013 - Her

2013 - Her

 

“Her”, na minha opinião, é um marco divisor dos filmes que discutem a relação homem-computador. Aparentemente o foco da narrativa é o amor entre um humano (ele, Theodore) e um sistema operacional/computador (ela, Samantha), passando por todas as nuances emocionais do desenvolvimento da relação, como acontece normalmente nas relações humanas. Esse tema já foi abordado em filmes anteriormente em algum grau, como em SimOne (filme, 2002), e mesmo outras obras, antes da era do cinema. No entanto, o que torna “Her” especial é ir além, refletindo sobre a evolução do sistema operacional como se ele fosse uma pessoa, humano, do seu nascimento à sua libertação, colocando, de uma forma lúdica, o questionamento: será que nós, humanos limitados, não ficaremos desinteressantes para os computadores conforme eles se tornem superiores? Reflexões homem vs máquina são comuns em filmes desde cinema mudo, como em Metropolis (1927). No entanto, ao invés de apresentar a clássica versão de futuro distópico de guerra humano-computacional, Her aborda a relação sob outro ângulo, de forma suave, deixando uma reflexão de desapego-dependência bastante profunda e aberta para exploração.

Dessa forma, outro questionamento evidente que o filme é a escala crescente de dependência tecnológica que se estabelece na humanidade conforme os devices de nossas vidas se tornam mais inteligentes.

 

 


 

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