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2014 - O Jogo da Imitação

2014 - O Jogo da Imitação

 

Além da importância estratégica e histórica dos primeiros usos do computador para a humanidade, esse filme é particularmente interessante porque apresenta em um blockbuster uma das pessoas mais importantes (se não a mais importante) por detrás da evolução computacional em que vivemos hoje: Alan Turing. O que era de conhecimento apenas de um nicho de profissionais (normalmente relacionados com a área da computação), passa a ser difundido por meio do cinema para o grande público.

Um outro aspecto de vital valor desse filme é mostrar a grande injustiça social que Alan Turing sofreu por ser homossexual. Ele é um dos muitos exemplos históricos da vilanização de indivíduos brilhantes que deveriam, na realidade, serem heroificados, mas que, por incompreensão social e medo causados pela ignorância da maioria, são esmagados pelo sistema. Eu chamo esse processo de “síndrome de Geni”, que retrata na ficção (música de Chico Buarque de Holanda) esse processo, que infelizmente é recorrente na humanidade: marginalizar os diferentes quando eles ameaçam o status-quo, mas usá-los quando eles podem “salvar a pátria”, para, depois de tudo resolvido, marginaliza-los novamente. Essa reflexão, por si só, na minha opinião, já vale o filme. Estamos vivendo uma era marcada por liberdade de expressão confundida, erroneamente, com liberdade de agressão; conflito confundido com confronto. Ao mesmo tempo em que temos todo o potencial e meios para a abraçar a diversidade, estamos nos tornando mais intolerantes. Apesar de termos cada vez mais ferramentas para nos conectar e compreender, temos usados esses recursos para nos isolar e julgar.

 

 


 

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