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2018 - Altered Carbon

2018 - Altered Carbon

 

Ok, Black Mirror (2010), WestWorld (2016), ex-Machina (2015), Ghost in the Shell (2017) são excelentes para refletirmos sobre as tecnologias emergentes. Mesmo o novo Blade Runner 2049 (2017) traz elementos novos que merecem louvor. No entanto, na minha humilde e modesta opinião, Altered Carbon é o “Blade Runner” do século XXI, pois o seu enfoque é muito mais amplo, complexo e inovador do que qualquer outra série ou filme que tenha se proposto a refletir sobre a era digital. Sim, a trama traz referência a muitas coisas do passado, como a troca de corpos que já estava presente em X-Change (2000) e enredo que envolve detetives e androids, como no Blade Runner original de 1982. No entanto, o elemento inovador dessa série é a sua abordagem.

Apesar de discutir maravilhosamente a tecnologia emergente — inteligência artificial, trans-humanismo, avatares, robôs, etc — a genialidade fica por conta da discussão da relação entre a humanidade e a tecnologia. Enquanto a narrativa apresenta a convivência homem-tecnologia de forma bastante natural, evoluindo com seus prós e contras, por outro lado discute a transformação da humanidade pelo poder que a tecnologia traz a quem tem acesso a ela, mais especificamente, a possibilidade da imortalidade. A morte nivela a humanidade — ricos e pobres, bons e maus, artistas, intelectuais, reis, operários, etc. — ela limita o poder e a dor e renova os seres humanos no planeta. Por mais poderoso que alguém seja hoje, ainda assim, deixará de existir em algum momento. Mas como evoluiríamos se pudéssemos vencer a morte? Vale muito a pena assistir e refletir cenários possíveis nessa jornada que Altered Carbon nos leva.

 

 


 

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