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People Analytics e Big Data: dados e análises

People Analytics e Big Data: dados e análises

Reconhecidamente, a evolução tecnológica da Indústria para ‘4.0’[1] vem influenciando as organizações a repensarem em seus processos em busca de inovação, objetivando o aumento da produtividade. Neste contexto, o Setor de Recursos Humanos tem buscado estratégias inovadoras para implementar o Processo de Recrutamento e Seleção de Pessoas, visto que ele tem a necessidade de identificar e/ou desenvolver novos talentos, de maneira que venham proporcionar resultados positivos para as empresas, reduzindo substancialmente o número de contratações equivocadas ou inadequadas as suas necessidades.

O termo “Big Data”, em Tecnologia da Informação (TI), se refere a um grande conjunto de dados gerados e armazenados, com os quais os aplicativos e/ou ferramentas tradicionais de processamento não conseguem lidar em um tempo adequado e necessário porque eles são gerados constantemente e em grande volume. Para se ter uma ideia mais exata sobre esse assunto, segundo Eric Schmidt, CEO[1] da Google em relato na Economist Intelligence Unit (EIU)[2] de 2012, texto de abertura do evento, parágrafo 1º: “{...}o mundo cria cerca de cinco exabytes[3] de dados a cada dois dias {...}”, o que corresponde à quantidade criada do início da nossa civilização até o dia 30 de dezembro de 2003.

Sendo assim, coletar e armazenar dados é apenas parte das soluções proporcionadas pelo Big Data, cujo foco principal é a sistematização da coleta, armazenamento e processamento de dados. Ele requer a atuação de profissionais capacitados que pensem de forma estratégica e saibam planejar. Portanto, o Big Data consiste, segundo informações do Google[1], na análise e a interpretação de grandes volumes de dados de imensa variedade e, para isso, são necessárias soluções específicas que permitam a profissionais de “TI” trabalhar com informações não-estruturadas (que não têm relação entre si e nem uma estrutura definida) a uma grande velocidade.

O Portal Indústria Hoje[2] afirma no editorial “Redação Indústria Hoje”, de 16 de novembro de 2014 (p. 1), que:

“{...} o termo “big data” surgiu nos anos 90, quando a NASA quis descrever grandes conjuntos de dados complexos com a tecnologia existente. Porém, quando manipulado, esses dados se tornam uma região de conhecimento transversal que compreende vários campos produtivos e de pesquisas científicas {...}”.

Prosseguindo com as afirmativas do editorial do Portal Indústria Hoje (2014), o Big Data se baseia nos “5V’s”, que são: valor, volume, velocidade, variedade e veracidade, onde valor é o investimento necessário para gerar retorno para as empresas, melhoria da qualidade dos serviços e aumento de receita; o volume se refere à enorme quantidade de dados que são gerados a cada dia; velocidade é a forma como se deve gerenciar essas informações: com dinâmica para que não percam o seu valor; variedade refere-se à origem de uma multiplicidade de canais distintos (como e-mails, mídias sociais, sensores e muitos outros); e veracidade porque são oriundos de fontes reais.

Assim, podemos afirmar que o Big Data pode ter múltipla utilidade (comunicação, publicidade, administração, pesquisas, e etc.), auxiliando as organizações a obterem melhores resultados na contratação e atração de pessoas, além de fornecerem dados de forma inteligente para a tomada de decisões mais assertivas (MCLEAN; et al, 2016).


[1] Portal de Informação do Google, 2018: “O que é o Big Data?”; disponível em: <http://www.google.com/>.

 

[2] Portal “Indústria Hoje” disponível em: <https://industriahoje.com.br/o-que-e-big-data-e-para-que-serve>.

 


[1] CEO é a sigla inglesa de Chief Executive Officer, que significa Diretor Executivo em Português. CEO é a pessoa com maior autoridade na hierarquia operacional de uma organização. É o responsável pelas estratégias e pela visão da empresa.

 

[2] A Economist Intelligence Unit é uma empresa britânica do Economist Group que fornece serviços de previsão e consultoria por meio de pesquisa e análise, como relatórios mensais de países, previsões econômicas nacionais de cinco anos, relatórios setoriais e de serviços de risco para vários países.

 

[3] Segundo informação do Google, trata-se de unidade de medida de informação que equivale a ‘1 EB’ (1.000.000.000.000.000.000 Bytes, segundo o Sistema Internacional), mas comumente se usa como sendo 1 EB = 1 152 921 504 606 846 976 Bytes = Exbibytes (nomenclatura  recentemente lançada).

 

 


[1] Portal Indústria Hoje – Notícias e Informações da Indústria Brasileira, disponível em: <https://industriahoje.com.br/>. 

Futuro dos Negócios
Roberto Bezerra Nobrega
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Engenheiro Industrial Mecânico, com Especialização em Administração da Produção, Mestrado em Administração na linha de Gestão da Inovação e Doutorando em Gestão de Pessoas na linha de People Analytics.

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